Mãe de paciente do Hapvida, relata terror vivido em unidade hospitalar | Rede SPE

Por Anthony Lima, da Rede SPE, em Pernambuco.

Scarlett, mãe de uma criança de três anos, atendida pela rede de hospitais Hapvida, informou em denúncia ao jornalismo da Rede SPE, um grave transtorno vivido por ela e sua família na rede hospitalar.

No último domingo 18/09, seu filho estava com um procedimento marcado para ser realizado no Hospital Vasco Lucena, no bairro da Boa Vista, Recife. Inicialmente ele precisou fazer um jejum de 8 horas para ser sedado e realizar o procedimento, mas o jejum acabou se estendendo e durando 21h, e por fim a família se deparou com a informação de que não havia equipe médica no hospital para realizar o procedimento de acesso central.

Após o ocorrido no hospital Vasco Lucena, o filho de Scarlett, recebeu o procedimento cirúrgico um dia depois, na unidade em que ele já estava internado, no Hospital Pediátrico Mandacaru, no bairro do Torreão, em Recife. O menino passou por um procedimento para aplicação de um acesso central, e após a cirurgia a mãe do menino notou que a criança apresentava sangramento e o acesso central localizado para fora, evidenciando um erro médico. Após a identificação de que algo estava fora do normal após a cirurgia, um médico anestesista que acompanhava a família rapidamente a procurou, o mesmo informou concordando que se tratava de um erro médico. A mãe informou que o anestesista tentou entrar em contato com o médico cirurgião que havia feito o procedimento, mas ele já não estava no local. 

Ainda segundo o relato de Scarlett, o médico anestesista informou a família que iria resolver a situação. Após isso, a mãe do jovem informou que o menino foi enviado para a Sala de Tomografia, correndo o risco de uma contaminação, por não ser o local apropriado para ser feito esse procedimento, e sendo operado por um anestesista, e não pelo médico responsável por atender o menino. Scarlett, também informou que seu filho foi sedado mais de uma vez. 

Além de todo o episódio, seu filho recebeu uma alta dose de adrenalina para retornar a sala após 40 minutos, mais  sedação na veia e sedação respiratória.

Após o novo procedimento, Scarlett, também informou que durante a noite, seu filho precisou ser monitorado a cada uma hora apenas por foto, e segundo o que passaram para ela era para saber como estava a situação do paciente, mas ela informou que várias falhas foram registradas no sistema, pois a posição que o corpo do paciente se encontrava, por exemplo de lado, já era o suficiente para que o sistema falhasse, evidenciando a fragilidade do sistema.

Após todos os transtornos, Scarlett, informou que uma equipe do Hapvida lhe procurou, e informou que iriam investigar o porquê do seu filho ter ficado 21 horas em jejum, e não ter feito o procedimento cirúrgico como havia sido planejado, e lamentaram o ocorrido.


Também houve roubos dentro da unidade.

Para piorar a situação vivida na Hapvida, Scarlett, também denunciou que foi furtada dentro da unidade hospitalar Mandacaru, ela teve seu celular furtado na unidade e a rede não explicou como isso ocorreu. Ela informou que um boletim de ocorrência foi feito, mas as imagens das câmeras de seguranças para apurar o que houve, só devem ser analisadas com ordem judicial.

Ela não é a única, segundo a denúncia recebida, outros delitos como roubos dentro do Hospital Infantil Mandacaru, unidade da Hapvida, já ocorreram com outros pacientes, e nada é feito pela rede hospitalar para solucionar essa situação.

Após todos esses transtornos, Scarlett pede que a Rede Hapvida, reveja as condutas médicas adotadas pelo hospital, e que erros graves como esses que tem sido frequentes na rede sejam solucionados o quanto antes, para que irresponsabilidades como essas cometidas não voltem a acontecer em outras unidades com outros pacientes.

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